10/03/10 Ellen G. White - O Resgate Final Imprimir E-mail
Palavras de esperança para tempo de trevas
 
 
 
Primeiro conheci Bill, há 17 anos, em 1991. 
Ao longo dos anos, desde então, conversamos 
freqüentemente sobre seus temas preferidos: 
visão, otimismo, combater as desigualdades, fé 
em Deus e fazer a diferença neste mundo. Todos nós conhecíamos Bill e sabíamos muito bem que ele tinha paixão pela vida e, por meio dela, tornar melhor a vida dos outros.
 
Nos últimos meses de sua vida, Bill e eu conversávamos regularmente, muitas vezes, uma vez por semana. Em uma de nossas conversas, senti que a doença de Bill era terminal e que, provavelmente, não teria muito tempo de vida. Aquela conversa final ficou gravada em minha mente para sempre. Conversamos sobre o fato de que Jesus triunfaria sobre todos os poderes do inferno e a morte, finalmente, seria derrotada.
 

Suas lágrimas falam de um Salvador que compreende nossas lágrimas

Gostaria de mencionar aqui algumas das idéias que compartilhei com Bill, naquele dia, e mais algumas 
reflexões.
 
A morte não é um mistério não decifrado. Não é um buraco negro no chão. Não é uma longa noite sem manhã. Jesus encontrou a “terrível ceifeira” há dois mil anos e a venceu.
 
Na vida de Jesus, há três episódios em que confrontou a morte e, embora as lições sejam antigas, ainda falam com relevância crescente a nós no século vinte e um. Eles nunca foram novos, sempre falando de esperança e do conforto 
às novas gerações. 
 
Episódio 1 – A Morte de Lázaro 
Lázaro, o amigo de Jesus, sofreu um mal súbito e morreu inesperadamente. O verso mais curto da Bíblia, “Jesus chorou” (Jo 11:35), é encontrado nessa história. Por que Jesus chorou? Uma das razões era simplesmente esta: Ele Se identificou com a dor das duas irmãs de Lázaro: Maria e Marta. Suas lágrimas falam de um Salvador que compreende nossas lágrimas.
 
Jesus Se identifica com nossa dor. Ele compreende o luto. Experimenta nossa tristeza. É Um conosco em nosso sofrimento. Ele é nossa companhia na tribulação. Quando nosso coração está partido, Seu coração também fica partido. Quando estamos magoados, Ele Se magoa também. Quando Maria e Marta choraram, Jesus também chorou.
 
Ele compartilha nossas lágrimas!
 
Jesus não apenas chora, mas tem o divino poder de 
fazer algo a respeito da morte de Lázaro. Jesus disse a 
Marta: “Não te disse Eu que, se creres, verás a glória de Deus?” (Jo 11:40).
 
Não tenho visto nosso amigo Bill ultimamente. Nas catacumbas, sob Roma, nas tumbas dos pagãos estão esculpidas as seguintes palavras de tristeza: “Adeus para sempre, meu amor.” Em contraste, nas sepulturas cristãs há palavras de esperança. Para nós é: “Adeus, até aquela manhã.”
 
Creia e também verá a glória de Deus. Você não tem visto seus queridos ultimamente. Em algumas das palavras mais poderosas de toda a Bíblia, Jesus “clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!” (Jo 11:43).
 
A morte foge na presença das palavras de Jesus; a sepultura libera seus mortos diante das palavras de Jesus; Lázaro se levanta diante das palavras de Jesus e a morte é subjugada pelas palavras de Jesus!
 
Aqui há uma coisa da qual podemos ter certeza: Jesus nunca perdeu uma batalha sobre a morte e não irá perder a batalha contra a morte de Bill. A ressurreição de Lázaro é um tipo da ressurreição de todos os crentes na vinda de nosso Senhor. 
 
Episódio 2 — O Testemunho de Jesus 
A ressurreição de Jesus Cristo fala de um Salvador que tem poder sobre a morte, inclusive a dEle. “...e Aquele que vive; estive morto”, diz Ele, “mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:18). Não precisamos temer a morte, pois Jesus tem as chaves da sepultura.
 
Morte e Ressurreição

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos 
serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios, ocorrerá mil anos mais tarde. (Rm 6:23; 1 Tm 6:15, 16; Ec 9:5, 6; Sl 146:3, 4; Jo 11:11-14; Cl 3:4; 1 Co 15:51-54; 1 Ts 4:13-17; Jo 5:28, 29; Ap 20:1-10.)
Venha comigo a um lugar chamado Calvário e a uma colina chamada Gólgota, numa sexta-feira à tarde, há dois mil anos. Estava escuro, negra sexta-feira. O sol recusou-se a brilhar. Trovões soavam. Relâmpagos rasgavam o céu. Naquela negra sexta-feira, Pedro negou seu Salvador. Judas O traiu. Os judeus O esqueceram. Os discipulos O abandonaram e os romanos O crucificaram.
 
Eles retiraram da cruz Seu corpo quebrado e ensangüentado. A esperança dos discípulos estava despedaçada.
 
Aquela negra sexta-feira, porém, foi seguida por um iluminado domingo de manhã. Jesus saiu da sepultura. A morte foi vencida. O inimigo conquistador e a sepultura não mais seguraram sua vítima.
 
Por que Jesus vive, nossos queridos viverão outra vez. 
 
Episódio 3 — Jesus Conquista a Morte 
Para Sempre 
A vitória de Jesus fala de um conquistador com poder final e permanente sobre a morte.
 
O apóstolo Paulo fala de nossa esperança final: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4:16, 17).
 
Em minha última conversa com Bill, falamos sobre a eternidade. Falamos a respeito do Céu. Dialogamos a respeito das palavras “para sempre”. Como pastor, minhas últimas palavras para meu amigo foram mais ou menos assim: “Bill, você não está sozinho. Cristo está com você e, um dia, muito em breve, você O verá face a face.” 
 
Momentos Finais de Bill 
Ao Bill enfrentar os últimos momentos de vida, sua esposa Bonnie e seus filhos Brat e Brad reuniram-se ao redor de sua cama. Bonnie perguntou se queria que tocassem um CD com hinos religiosos cantados por Wintley Phipps. Ela queria que a mensagem familiar de um velho hino ocupasse a mente de Bill enquanto ele alternava entre a vida e a morte. Logo, as familiares palavras do hino soavam pelo quarto: “Quando andares pela tormenta, levanta a cabeça e não tenhas medo da escuridão.”
 
A mensagem do hino é que, apesar do que enfrentamos, nunca estaremos sozinhos.
 
Durante a vida e a morte, em Jesus, por Jesus e por causa de Jesus, nunca estaremos sozinhos. Um dia vamos vê-Lo voltar. Nossa esperança está na certeza de que o mesmo Jesus que venceu a sepultura voltará, outra vez, para nos levar para casa.  
 

 
 
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