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Palavras de esperança para tempo de trevas Por Mark A. Finley Primeiro conheci Bill, há 17 anos, em 1991.
Ao longo dos anos, desde então, conversamos
freqüentemente sobre seus temas preferidos:
visão, otimismo, combater as desigualdades, fé
em Deus e fazer a diferença neste mundo. Todos nós conhecíamos Bill e sabíamos muito bem que ele tinha paixão pela vida e, por meio dela, tornar melhor a vida dos outros. Nos últimos meses de sua vida, Bill e eu conversávamos regularmente, muitas vezes, uma vez por semana. Em uma de nossas conversas, senti que a doença de Bill era terminal e que, provavelmente, não teria muito tempo de vida. Aquela conversa final ficou gravada em minha mente para sempre. Conversamos sobre o fato de que Jesus triunfaria sobre todos os poderes do inferno e a morte, finalmente, seria derrotada.  Suas lágrimas falam de um Salvador que compreende nossas lágrimas  Gostaria de mencionar aqui algumas das idéias que compartilhei com Bill, naquele dia, e mais algumas
reflexões. A morte não é um mistério não decifrado. Não é um buraco negro no chão. Não é uma longa noite sem manhã. Jesus encontrou a “terrível ceifeira” há dois mil anos e a venceu. Na vida de Jesus, há três episódios em que confrontou a morte e, embora as lições sejam antigas, ainda falam com relevância crescente a nós no século vinte e um. Eles nunca foram novos, sempre falando de esperança e do conforto
às novas gerações. Episódio 1 – A Morte de Lázaro Lázaro, o amigo de Jesus, sofreu um mal súbito e morreu inesperadamente. O verso mais curto da Bíblia, “Jesus chorou” (Jo 11:35), é encontrado nessa história. Por que Jesus chorou? Uma das razões era simplesmente esta: Ele Se identificou com a dor das duas irmãs de Lázaro: Maria e Marta. Suas lágrimas falam de um Salvador que compreende nossas lágrimas. Jesus Se identifica com nossa dor. Ele compreende o luto. Experimenta nossa tristeza. É Um conosco em nosso sofrimento. Ele é nossa companhia na tribulação. Quando nosso coração está partido, Seu coração também fica partido. Quando estamos magoados, Ele Se magoa também. Quando Maria e Marta choraram, Jesus também chorou. Ele compartilha nossas lágrimas! Jesus não apenas chora, mas tem o divino poder de
fazer algo a respeito da morte de Lázaro. Jesus disse a
Marta: “Não te disse Eu que, se creres, verás a glória de Deus?” (Jo 11:40). Não tenho visto nosso amigo Bill ultimamente. Nas catacumbas, sob Roma, nas tumbas dos pagãos estão esculpidas as seguintes palavras de tristeza: “Adeus para sempre, meu amor.” Em contraste, nas sepulturas cristãs há palavras de esperança. Para nós é: “Adeus, até aquela manhã.” Creia e também verá a glória de Deus. Você não tem visto seus queridos ultimamente. Em algumas das palavras mais poderosas de toda a Bíblia, Jesus “clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!” (Jo 11:43). A morte foge na presença das palavras de Jesus; a sepultura libera seus mortos diante das palavras de Jesus; Lázaro se levanta diante das palavras de Jesus e a morte é subjugada pelas palavras de Jesus! Aqui há uma coisa da qual podemos ter certeza: Jesus nunca perdeu uma batalha sobre a morte e não irá perder a batalha contra a morte de Bill. A ressurreição de Lázaro é um tipo da ressurreição de todos os crentes na vinda de nosso Senhor. Episódio 2 — O Testemunho de Jesus A ressurreição de Jesus Cristo fala de um Salvador que tem poder sobre a morte, inclusive a dEle. “...e Aquele que vive; estive morto”, diz Ele, “mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:18). Não precisamos temer a morte, pois Jesus tem as chaves da sepultura. Venha comigo a um lugar chamado Calvário e a uma colina chamada Gólgota, numa sexta-feira à tarde, há dois mil anos. Estava escuro, negra sexta-feira. O sol recusou-se a brilhar. Trovões soavam. Relâmpagos rasgavam o céu. Naquela negra sexta-feira, Pedro negou seu Salvador. Judas O traiu. Os judeus O esqueceram. Os discipulos O abandonaram e os romanos O crucificaram. Eles retiraram da cruz Seu corpo quebrado e ensangüentado. A esperança dos discípulos estava despedaçada. Aquela negra sexta-feira, porém, foi seguida por um iluminado domingo de manhã. Jesus saiu da sepultura. A morte foi vencida. O inimigo conquistador e a sepultura não mais seguraram sua vítima. Por que Jesus vive, nossos queridos viverão outra vez. Episódio 3 — Jesus Conquista a Morte
Para Sempre A vitória de Jesus fala de um conquistador com poder final e permanente sobre a morte. O apóstolo Paulo fala de nossa esperança final: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4:16, 17). Em minha última conversa com Bill, falamos sobre a eternidade. Falamos a respeito do Céu. Dialogamos a respeito das palavras “para sempre”. Como pastor, minhas últimas palavras para meu amigo foram mais ou menos assim: “Bill, você não está sozinho. Cristo está com você e, um dia, muito em breve, você O verá face a face.” Momentos Finais de Bill Ao Bill enfrentar os últimos momentos de vida, sua esposa Bonnie e seus filhos Brat e Brad reuniram-se ao redor de sua cama. Bonnie perguntou se queria que tocassem um CD com hinos religiosos cantados por Wintley Phipps. Ela queria que a mensagem familiar de um velho hino ocupasse a mente de Bill enquanto ele alternava entre a vida e a morte. Logo, as familiares palavras do hino soavam pelo quarto: “Quando andares pela tormenta, levanta a cabeça e não tenhas medo da escuridão.” A mensagem do hino é que, apesar do que enfrentamos, nunca estaremos sozinhos. Durante a vida e a morte, em Jesus, por Jesus e por causa de Jesus, nunca estaremos sozinhos. Um dia vamos vê-Lo voltar. Nossa esperança está na certeza de que o mesmo Jesus que venceu a sepultura voltará, outra vez, para nos levar para casa. Mark A. Finley é vice-presidente da
Associação Geral em Silver Spring,
Maryland, Estados Unidos.
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